abril
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Entrevista 05.04.2010
Gerenciando o Tratamento de Feridas e os Custos em Home Care
A entrevista com a enfermeira Maria Daniela Fonseca Pinto aponta a importância do conhecimento nas questões relacionadas ao tratamento de feridas e os custos da prática em ambiente domiciliar. Entrevistada: Maria Daniela Fonseca Pinto
Enfermeira pela Escola de Enfermagem Wenceslau Braz de Itajubá, MG. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP. Sócia Proprietária da Projeto Home Care Serviços Médicos e de Enfermagem LTDA.

Por: Vanessa Navarro

Nursing - Qual o papel do enfermeiro na prevenção e no tratamento de ferida?
Maria Daniela Fonseca Pinto - O enfermeiro deve desenvolver competências e habilidades para promover um cuidado essencial e de qualidade, seja ele de prevenção ou tratamento. O olhar cuidadoso, sensível e especializado do enfermeiro somado ao conhecimento, habilidades e competências técnicas geram um comportamento para promoção à saúde nos cuidados com a pele, dessa forma prevenindo o aparecimento de lesões ou agravos, recuperando e reabilitando a forma e as funções da pele, sempre baseadas em evidências clínicas que integrem um modelo assistencial de impacto, com resolutividade técnica e ancorada em princípios que otimizem fatores intrínsecos e extrínsecos relacionados à cicatrização. O enfermeiro é o profissional que congrega os demais profissionais para a tomada de ações conjuntas nas manifestações cutâneas; é também responsável pelo desenvolvimento de pesquisas científicas sobre os cuidados com a pele em cada etapa do ciclo vital, atuando sempre pautado em preceitos éticos e legais.

Nursing – Como é cuidar do paciente com feridas no domicílio?
Maria Daniela Fonseca Pinto - Acredito que a ferida exposta retrata uma ferida interna de proporção e intensidade muito maiores, por essa razão é que o ato de cuidar no domicílio tanto me realiza profissionalmente, por saber que conseguimos melhorar e curar. O enfermeiro no domicílio convive com sentimentos de ansiedade, expectativas, alegrias, frustrações, sentimento de tristeza, de dor, de desespero, de medo e de esperança. A enfermagem vivencia de forma autêntica essa experiência, e convivendo com essa realidade, inicia um relacionamento de compartilha. Pela proximidade com a família, o enfermeiro percebe outras formas de cuidar, e aprende novos caminhos da assistência em saúde, a partir de sua prática3.

Nursing - Como é realizada a avaliação da ferida pelo profissional de enfermagem?
Maria Daniela Fonseca Pinto - Foram desenvolvidas ao longo de anos algumas escalas para avaliação do risco para desenvolvimento de lesões, como Braden, Waterlow e Norton; e, também para avaliação do potencial de cicatrização como a PUSH e o TIME. Porém, no dia a dia, as ações começam pelo cuidado ontológico, conhecendo o individuo a ser cuidado, sua história pregressa e seu contexto social, familiar, cultural, psicológico e espiritual. O exame físico, diagnóstico médico, comorbidades e exames laboratoriais e de imagem fundamentam a avaliação específica da lesão. É necessária a avaliação específica da natureza da lesão, sua forma, localização anatômica, tempo de evolução, medidas, diâmetro, profundidade, coloração e vitalidade do leito da ferida e dos tecidos circunvizinhos, presença de exsutado, tipo de exsudato, sensibilidade, tipo de tecido lesado e extensão, presença de corpos estranhos, fístulas, túneis e cistos. É muito importante avaliar também o tecido ao redor e suas características quanto à alteração na coloração e presença de maceração, bolhas e descamação.
Para as medidas, dispomos de recursos simples como a régua onde corremos o risco de posicionamentos aleatórios, decalque in loco, para a reprodução da mesma e de dispositivos como o paquímetro – planimetria e registro digital em tamanho real com as medidas exatas.

Nursing - Quais instrumentos o enfermeiro deve ter sempre em mãos, já que o cuidado do paciente é realizado no domicílio?
Maria Daniela Fonseca Pinto - Os principais instrumentos são conhecimento, habilidades, competências associados aos tão importantes quanto, o cuidado essencial e o olhar integral. Como o paciente é avaliado anteriormente no hospital, seu plano terapêutico é enviado para o domicílio juntamente com todos os recursos materiais e equipamentos. No domicílio realizamos nova avaliação e adequação do plano terapêutico.
Registramos em câmera digital e mensuramos a(s) lesões(s) antes de qualquer ação. A mensuração é realizada com a reprodutibilidade pelo decalque e pela régua, sempre respeitando as maiores dimensões como pontos de referência. Durante todo o atendimento domiciliar, as lesões são avaliadas e as condutas adaptadas, buscando sempre a recuperação e reabilitação da forma e função da pele. A reposição do material usado e o envio de novos materiais e equipamentos pela alteração do plano terapêutico são realizados constantemente.

Nursing - Como é realizado o controle de custos dos cuidados de feridas no domicílio?
Maria Daniela Fonseca Pinto - O custo está intimamente relacionado com todas as características e necessidades apresentadas por cada paciente. Logo na avaliação inicial, também chamada de captação, que acontece na maior parte das vezes no ambiente hospitalar, é gerado uma previsão de custo inicial. Uma vez no domicílio o enfermeiro reavalia e indica o melhor plano terapêutico, gerando assim uma previsão de quantidades e adequação dos valores. Os mesmos são apresentados aos convênios ou para a família quando o atendimento é particular. Para os convênios, os custos são apresentados mediante relatórios com justificativa e os registros fotográficos das lesões. Assim, os materiais são enviados para o domicílio, e a cada uso as quantidades são marcadas em impresso próprio. O estoque de segurança mantido na casa é checado diariamente, e sua reposição se dá semanalmente. Quando o paciente é particular os custos de cada material são discutidos com o familiar responsável, onde damos a liberdade de compra, manutenção e gerenciamento do estoque dos mesmos.

Nursing - Na relação custo x benefício é vantajoso que o profissional de saúde exerça o home care?
Maria Daniela Fonseca Pinto - A assistência domiciliar traz consigo inúmeras vantagens, como oportunidade de trabalho, uma vez que o domicílio passa a ser o território para a prática do cuidado; autonomia profissional, com a tomada de decisão; exploração do potencial criativo; sensibilição com as emoções e sentimento do outro; agregação de saberes; relações humanizadas; identidade singular e a falta de rotina.

Nursing - A senhora poderia relatar um caso de atendimento em domicílio no tratamento de feridas envolvendo os custos da situação?
Maria Daniela Fonseca Pinto - Paciente do sexo feminino, 52 anos, com diagnóstico médico de Cordoma sacral, com metástase pulmonar, hepática, óssea (esterno e úmero) e em gânglios linfáticos.
Apresenta ferida oncológica de perda total, em região sacra com+/- 7,5 x 3,0 x 7,0 cm, com exposição óssea, exsudato seroso em grande quantidade, com odor e esfacelos. Curativo sendo realizado com SF 0,9%, PHMB, espuma hidrocelular para preenchimento de cavidade e com trocas diárias. Essa referida paciente estava realizando o curativo no hospital, em ambiente ambulatorial, portanto com custo de transporte, tempo em deslocamento, desconforto durante o transporte, tempo de espera para a realização do procedimento; para o convênio o custo era maior por se tratar de um hospital de referência de São Paulo. Ao iniciarmos o atendimento domiciliar, conseguimos oferecer maior conforto para a realização do procedimento, e para o convênio um maior controle da evolução da lesão e redução de custos.

Nursing – Os convênios reconhecem o enfermeiro como profissional responsável pelo tratamento de feridas no domicílio?
Maria Daniela Fonseca Pinto – Sim. Contamos com profissionais especializados e habilitados na atuação da dermatologia. Com a documentação fotográfica, relatórios e justificativas, temos tido o apoio e autonomia para cuidarmos a cada dia mais de pacientes com feridas no ambiente domiciliar. A credibilidade que conquistamos junto aos convênios é fruto do esforço coletivo, trabalho em equipe e da vontade de a cada dia promovermos mais e melhor a reabilitação e a saúde da pele.

Nursing - Que mensagem a senhora deixaria para os profissionais que realizam o home care?
Maria Daniela Fonseca Pinto - O cuidar é usar da própria humanidade para assistir a do outro – como ser único, composto
de corpo, de mente, vontade e emoção, com um coração consciente, que com seu espírito intui e comunga. O cuidado é recíproco quando o outro em sua humanidade cuida da minha1,2.
Inspirada por Leonardo Boff lembro que a assistência de enfermagem é pautada no cuidado. O ato de cuidar está na raiz do ser humano, na sua essência. O cuidar é especial e precisa de sentimento, e os cuidadores precisam acreditar nisso e fazer com o coração. Isso faz a diferença, pois o grande desafio para o ser humano é combinar trabalho com cuidado.

e-mail: daniela@projetohomecare.com.br

Referências

1. Corbani NMS, Brêtas ACP, Matheus. Humanização do cuidado de enfermagem: o que é isso? Rev Bras Enferm, 2009 maiojun; 62(3): 349-54.
2. Boff L. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes: 1999.
3. Egry EY, Fonseca RMGS. A família, a visita domiciliária e a nfermagem: revisando o processo de trabalho da enfermagem em saúde coletiva. Rev Esc Enferm USP. 2000;34(3):233-9.

A mesma poderá ser acessada pelo: http://www.nursing.com.br/article.php?a=899

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março
12

sueligazzaneoNOSSA PACIENTE PELA PORTO SEGURO

Suely estava enfrentando uma barra com o marido, que descobrira três tumores no cérebro, quando, acordada por sua cadela “Tequila”, percebeu que estava passando muito mal. Como os filhos não estavam em casa, pediu para que seu sobrinho a levasse no hospital. Chegando lá, sequer conseguia falar e mal conseguia abrir os olhos. A médica que lhe atendeu logo suspeitou de um AVC e, caso o quadro se confirmasse, teria que ser internada urgentemente. Suely ficou desesperada, pois precisava cuidar do marido que estava prestes a fazer mais uma cirurgia. A internação foi necessária. Ela estava sem os movimentos do corpo e precisou até de uma traqueostomia para poder respirar com ajuda de aparelhos. Mesmo sedada, percebia o sofrimento dos filhos e também de seu marido. Depois de muitos exames, finalmente o diagnóstico: botulismo. Ela e a namorada de um amigo foram contaminadas provavelmente através de uma torta que compraram em uma padaria.
Começou então o tratamento a base de soro, fisioterapia, muito carinho e atenção da família, que ficava cada vez mais unida. Infelizmente, o marido não resistiu à cirurgia e morreu. Suely conseguiu se recuperar, se fortalecer e constatar que tudo de ruim que aconteceu, serviu para fortalecer ainda mais o amor entre sua família.

Você poderá assistir o vídeo que foi apresentado após a novela no dia 11 de março de 2010 pelo link http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1228147-7822-DEPOIMENTO+SUELI+GAZZANEO,00.html

janeiro
15

Ritinha para amigos é uma enfermeira exemplo na dedicação e amor ao próximo, sua experiência na Costa do Marfim - Africa, está estampada na Revista do COREn de dez de 2009.
Nós da Projeto admiramos sua iniciativa e desprendimento.
A Rita é um exemplo de ENFERMEIRA!!!!

A enfermidade que ela tratou com grande dedicação é a ÚLCERA DE BURULI, uma doença deformante, degenerativa e com alta mortalidade.

A ESTRATÉGIA DE LUTA CONTRA A ÚLCERA DE BURULI DA OMS INCIDIRÁ NA DETECÇÃO E TRATAMENTO PRECOCES

Cotonou, 30 dezembro de 2009 -– Baseando-se nos melhores estudos disponíveis até à data, a nova estratégia de luta contra a úlcera de Buruli (BU) da Organização Mundial da Saúde (OMS) incidirá na detecção precoce dos casos e no início atempado do tratamento dos doentes com antibióticos.

Estas linhas de orientação foram anunciadas pelo Director Regional da OMS para África, Dr. Luis Sambo, na sua alocução na Reunião de Dirigentes de Alto Nível sobre a Úlcera de Buruli, que decorreu em Cotonou, na República do Benim.

Apresentando as razões por que a estratégia da OMS priviligia a detecção e o tratamento com antibióticos, em fase precoce, o Dr. Sambo declarou que “o tratamento precoce com antibióticos é essencial para evitar que a doença avance e atinja as suas fases destrutivas e incapacitantes”.

O Dr. Sambo informou também os participantes de que “a estratégia de luta contra a úlcera de Buruli preconiza a disponibilização do acesso universal aos cuidados de saúde adequados para toda a população … e, dada a elevada incidência da doença entre as populações desfavorecidas, o tratamento gratuito ou a preços acessíveis a estas populações”.

O Director Regional enumerou algumas das múltiplas vantagens da nova estratégia, incluindo diminuir o sofrimento e as complicações incapacitantes, reduzir a necessidade de recorrer a cirurgias dispendiosas e especializadas, permitir uma melhor integração das actividades de controlo da doença no sistema de cuidados de saúde primários e reduzir os custos directos e indirectos do tratamento.

O Dr. Sambo descreveu o desenvolvimento de medicamentos de combate à úlcera de Buruli como sendo uma realização notável que tinha revolucionado a gestão e o tratamento desta doença e reduzido para metade o número de casos que necessitavam de intervenção cirúrgica dispendiosa.

Contudo, persistem muitos desafios. Entre estes desafios referem-se o desenvolvimento de um teste de diagnóstico simples que permita aos agentes da saúde que trabalham em clínicas de áreas rurais diagnosticarem facilmente a doença; melhor vigilância e notificação dos casos, para se poder começar o tratamento desde cedo; escassez de agentes da saúde qualificados; e insuficiência dos fundos afectados à investigação no domínio da epidemiologia da úlcera de Buruli, do seu modo de transmissão e de melhores formas de diagnóstico e tratamento.

O Director Regional homenageou os Chefes de Estado presentes na Reunião, assinalando que a sua presença em Cotonou era a prova da importância que concediam ao controlo da úlcera de Buruli. “Conjuguemos esforços para descobrir a origem desta doença desfigurante de que o ser humano ainda é vítima no século XXI…”, acrescentou.

O Dr. Sambo prometeu igualmente que a OMS continuaria a coloborar com os países e os parceiros para o desenvolvimento no sentido de assegurar a consecução, por parte dos Estados-Membros, dos objectivos relacionados com a saúde acordados internacionalmente.

A úlcera de Buruli, uma doença tropical negligenciada que pode ser tratada, é causada pela Mycobacterium ulcerans,da família das bactérias que causam a tuberculose e a lepra. A doença caracteriza-se por lesões cutâneas que persistem, sem cicatrizarem.

A úlcera de Buruli tem o nome de uma região do Uganda onde havia elevada prevalência da doença a dado momento, existindo hoje em mais de 30 países em todo o mundo.

Na Região Africana foram confirmados casos de úlcera de Buruli em 12 países: Benim, Camarões, República Centro-Africana, República do Congo, Côte d’Ivoire, República Democrática do Congo, Gabão, Gana, Guiné, Nigéria, Togo e Uganda. Foram assinalados casos suspeitos em 10 países: Angola, Burkina Faso, Chade, Guiné Equatorial, Libéria, Malawi, Mali, Serra Leoa, Tanzânia e Zâmbia.

Para mais informações sobre a úlcera de Buruli, consultar, por favor:
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs199/en/index.html

janeiro
13

2010…..Cheio de Esperança!!!

Postado em: Diversos por Projeto

Que Jesus encha a nossa vida de sabedoria e que Nossa Senhora nos guie, sempre!
…que os encontros continuem, que os sonhos amadureçam,
que as tristezas não nos paralisem, que a paralisia se converta em movimento,
que todo o movimento não impeça alguma duração e algum silêncio,
que nossos espaços internos se alarguem…
que consigamos abrir espaço para as coisas que realmente importam,
que tenhamos habilidade para permanecer mais algum tempo ao lado dos que amamos,
que saibamos amar mais e melhor,
que os sorrisos e os abraços se multipliquem, que a vida nos acolha em seu fluxo,
que a vertigem não nos assombre…
que novos amigos nos desafiem, que a alegria nos renove,
que as cores nos invadam e que a paz de um céu azul nos serenize.
Discernimento e coragem, em dias difíceis.
Como no I Ching: “a perseverança é favorável”, havemos de continuar adiante!
E que o amor aqueça nossos corações!

dezembro
10

ACONTECE  NOS DIAS  12 e  13 DE DEZEMBRO - NO HORÁRIO DE 9 ás  15 HORAS
       11A. CÂMPANHA DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE PELE DA SBD/ SOBENDE
       POR MEIO DA UNIDADE MÓVEL DE ATENDIMENTO, QUE ATENDERÁ A POPULAÇÃO, PARA AVALIAÇÃO , ORIENTAÇÀO E EDUCAÇÃO PARA PREVENÇÃO AO CÂNCER DE PELE.

          O CAMINHÃO ESTARÁ ESTACIONADO NO IBIRAPUERA - ARENA DE EVENTOS - ATRÁS DO MUSEU AFRO
     HAVERÁ EQUIPES DE DERMATOLOGISTAS, ENFERMEIROS , TÉCNICOS E ESTUDANTES DE ENFERMAGEM PARA ATENDÊ - LOS .

                                CONTAMOS COM SUA AJUDA NA DIVULGAÇÃO. VENHA, TRAGA FAMILIA E AMIGOS

                                Maria Helena S Mandelbaum- coordenador de enfermagem da Sobende na 11a. CPCP- SBD 2009

dezembro
10

sobende-dez1

dezembro
2

papai_noel_maior1Nossa equipe estará reunida no dia 10 de dezembro confraternizando com todos os colaboradores. Vamos agradecer o ano de 2009 e brindar pelo ano que se aproxima!

Os convites estão sendo encaminhados para os domicílios.

ESPERAMOS TODOS VOCÊS!!!

 

 

 

Que a esperança de um novo ano, novos projetos, novos amigos, novos parceiros de trabalho, nos tragam a humildade e o respeito ainda mais inteiros para sermos mais FELIZES a cada dia!!!!

Um Feliz Natal recheado do espírito de renascimento!!!!

dezembro
2

Solidão pode ser contagiosa

Postado em: Notícias por Projeto

WASHINGTON, EUA — A solidão pode ser contagiosa, e se transmite num grupo social, como um resfriado, afirma um estudo americano revelado nesta terça-feira. O texto destaca que, gradativamente, as pessoas nessa situação acabam se afastando dos seus círculos sociais.

De acordo com as informações, os solitários chegavam a infectar as pessoas à sua volta. Os cientistas chegaram à conclusão de que a solidão teria se espalhado, mesmo, entre vizinhos que eram amigos próximos.

“Detectamos um modelo extraordinário de contágio que leva as pessoas a se isolarem quando se sentem sós”, explicou o psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, principal autor do estudo publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”.

“Uma vez na periferia de círculos sociais, têm ainda menos amigos e sua solidão lhes faz perder o pouco dos laços que ainda lhes restam”, prossegue.

O estudo financiado por recursos federais do Instituto Nacional do Envelhecimento foi feito, inicialmente com 5.124 pessoas, ouvidas num período de dois a quatro anos. Em 10 anos, a pesquisa se expandiu, para incluir cerca de 12 mil pessoas, filhos e netos do grupo original e outras mais.

Segundo John Cacioppo, foi constatado um padrão extraordinário de contágio, que leva as pessoas à fronteira da rede social quando ficam solitárias. Na periferia da rede social as pessoas têm menos amigos, e a solidão ainda as leva a perder os poucos laços que ainda possuem.

Essas pessoas, já na periferia das redes de contato social, transmitem sentimentos de solidão para os amigos que restaram, que também se transformam em solitários.

A pesquisa mostrou que, quando as pessoas ficam solitárias, passam a confiar menos nas outras e dão início a um ciclo que torna ainda mais difícil aamizade.

O estudo foi elaborado por três universidades dos Estados Unidos: a da Califórnia San Diego, a de Chicago, além de Harvard.

novembro
26
ÚLCERAS POR PRESSÃO
 Novas estratégias e caminhos para a prevenção
Painel de especialistas
Local: Auditório do Hospital Santa Helena
Rua: São Joaquim, 36 - Liberdade
Metrô São Joaquim
PROGRAMAÇÃO
18:00  -  Inscrições ( se houver vagas) . Entrega de material
18:30 - 20:00  Painel 1 : Úlceras por pressão :um problema de saúde publica
Clodine Pepes
Vilza Carla G Brenes
 
Intervalo e contato com nossos patrocinadores
20:30 - 22:00  Painel 2 : Novos caminhos e estratégias para prevenção
Moderador : Claudia Cristine Gonçalves
Implementando instrumentos para avaliação de riscos
Andréia Bertelli

A sistematização da assistência de enfermagem na prevenção da UP
Lina Monetta

Silvéria Maria Peixoto Larêdo Oréfice de Camargo

                     Usando tecnologias para a prevenção - relato de experiência

 

novembro
23

Postado em: Diversos por Projeto

ÚLTIMAS REUNIÕES CLÍNICAS DE 2009